Escrevendo Roteiros

12 de ago de 2010

Primeiro o que é Roteiro?

*É a forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual, escrito por um ou vários profissionais que são chamados de roteiristas...

Camaradas, outra indagação, já pensou em escrever roteiros? Para um espetáculo, para uma tirinha, para novela, para o Zorra Total (Devem ganhar mal, única explicação), para o cinema, para aqueles filmes XXX , ou até mesmo para STAND UP (Crescendo muito o número de roteiristas para esse segmento)?

 Selecionamos algumas considerações gerais, escrita por Alex Gennari aqui

1. Mídias e Veículos:

Para determinar o formato do audiovisual e do roteiro, é preciso definir para qual mídia ou veículo o projeto se destina: Teatro, Cinema, Televisão, Vídeo, CD ROM, DVD, Internet, Eventos, etc. 


2. Teatro:

Para escrever roteiros para qualquer mídia é preciso conhecer os fundamentos do Teatro que é o pai das artes cênicas. Há três aspectos fundamentais na arte do Teatro:

Conflito - Não há ação dramática sem conflito, mesmo que seja a total ausência de conflitos.
Sonoridade – A força de uma narrativa dramática está na sonoridade do texto expressa nas falas, nos diálogos, na locução, etc.

Estética - As imagens precisam ser criadas e visualizadas através de um conceito estético que harmonize formas, cores e movimentos, causando impacto visual no espectador.

3. Diferenças de Linguagem:

O Teatro é a arte do Diálogo.
O Cinema é a arte da Imagem.
A Televisão é um misto entre os dois. Novelas e seriados pendem mais para o teatro (diálogos) e as minisséries, para o cinema (imagens).
Já a Internet é a arte da Interatividade.

4. Formatos do Roteiro:

O modelo e a diagramação do roteiro variam conforme a mídia a que ele se destina. Existem padrões para cada tipo de roteiro.
Cada mídia exige informações preliminares adequadas à sua linguagem:
Teatro – Época, Local, Cenário, Personagens, Observações. Eventualmente pode-se incluir a Story Line e a Sinopse da peça.
Cinema - Época, Local, Locações, Personagens (principais, secundários, periféricos, extras e figurantes), Apresentador, Locutor ou Narrador. Pode-se incluir observações sobre a Trilha Sonora, Iluminação, dados referentes à produção, a story line e a sinopse do filme.
Televisão – Época, Local, Ambientação, Personagens (principais, secundários, periféricos, extras e figurantes), Escaletas.
Empresariais: Cliente, Formato, Duração, Público-alvo, Cenário, Personagens, apresentador ou locutor; Trilha, Observações, etc.

5. Ferramentas do Roteiro:

Teatro - O roteiro de teatro é composto por Diálogos, que são as falas das personagens, ao vivo ou em off e por Rubricas que descrevem o que acontece em cena e os estados emocionais das personagens. Há ainda as indicações de sons, efeitos, trilha sonora, e efeitos de iluminação, que podem ocorrer em ocasiões específicas.
Cinema - O roteiro de Cinema é formado pela descrição das Imagens, ou seja, tudo aquilo que se vê na tela, inclusive letreiros; e Áudio, tudo aquilo que se ouve no filme, as falas das personagens, apresentador ou locutor, efeitos de som e trilha.
Televisão - O roteiro de Televisão também é composto por descrição de Imagens e de Áudio.
Internet - Em um roteiro interativo, além da descrição de Imagem e Áudio, há a Programação, que descreve as possibilidades de navegação dentro do programa.

6. Divisão do Roteiro:

Toda a ação dramática se divide em Cenas, no entanto um roteiro não precisa ser dividido cena a cena. O roteiro para teatro é dividido em Atos. Em cinema, o formato mais comum é o Seqüenciado (dividido em seqüências). Em televisão, o roteiro divide-se em blocos por causa dos intervalos comerciais, que se subdividem em seqüências. Em vídeo, normalmente, o roteiro é dividido em Blocos por assunto, que se subdividem em seqüências. Em roteiros para mídia digital, a divisão ocorre através de um menu com assuntos opcionais.
Em cinema e televisão, a forma mais usada para dividir as seqüências é a mudança de ambientação, ou seja, muda a locação da filmagem, muda a cena. No teatro, as cenas mudam com a entrada e saída de personagens.

7. Formato do Audiovisual:

O programa pode ser Ficcional ou Não-Ficcional e os formatos variam de acordo com a mídia a que se destina o projeto. 
Cinema - Documentário, Longa-metragem, Curta-metragem, etc.
Televisão - Telenovela, Seriado, Minissérie, Documentário, etc.
Vídeos Empresariais - Comerciais, Institucionais, Treinamento e Produtos.
Eventos - Shows, Convenções, Inaugurações, etc.
Mídia Interativa - Comerciais, Informativos, etc.

8. Gêneros do Roteiro:

Além de do formato (Ficcional ou Não-Ficcional ) o roteiro pode ser classificado quanto ao gênero:
Aventura - Western, Ação, Mistério, Policial, Guerra, Musical.
Comédia - Romântica, Musical, Infanto-Juvenil.
Crime - Psicológico, Ação, Social, Policial.
Suspense – Terror, Mistério.
Romance – Amor, Melodrama.
Drama - Romântico, Biográfico, Social, Musical, Comédia, Ação, Religioso, Psicológico, Histórico.
Ficção Científica – Futurista, Imaginário.
Outros – Tragédia, Farsa, Animação, Histórico, Séries, Mudo, Erótico, Documentário, Semidocumentário, Infanto-Juvenil, Educativo, Eventos, Empresarial ; etc,

9. Localização no Tempo e no Espaço:

Logo no início do roteiro deve-se definir onde e quando a ação transcorre.
Época - Localizar a história no Tempo – Quando.
Local - Localizar a história no Espaço – Onde.

10. Perfil das Personagens:

A personagem é um ser humano imaginário. Para compor personalidades consistentes, vivas e interessantes é preciso refletir sobre seu caráter e formação. O autor pode valer-se de suas próprias vivências e lembranças, e pesquisar sobre os dados atribuídos à personagem. Uma ferramenta para dar corpo a elas é elaborar uma ficha contendo alguns dados como: Sexo, Tipo físico, Idade, Nacionalidade, Quando e Onde vive ou viveu, Classe Social, Raça, Saúde, Escolaridade e nível cultural, Profissão, Família, Hobbies, Hábitos, Fatos do Passado, Relacionamentos afetivos, Sexualidade, Religião, Filosofia e ideologia política, Situação financeira e patrimônio, Aspectos psicológicos, Vícios e desvios de conduta, etc.

11. Estrutura Clássica:

Embora existam diversas variáveis, a Estrutura clássica de fragmentação de um roteiro é conhecida como Ternário:
Preparação – Surge o conflito
Desenvolvimento – Crise
Desenlace – Resolução

12. Rubricas e Indicações:

As Rubricas e Indicações podem aparecer na área destinada ao áudio e entre as Imagens também. Elas devem ser claras, diretas e objetivas para que todos os profissionais da equipe de produção possam entender aquilo que o autor quer dizer. E devem ser criativas também, para que o diretor e os atores captem o clima e a densidade da ação. Há dois tipos de Rubrica:
Rubricas de Ação - descrevem o que acontece em cena.
Rubricas de Tonalidade - descrevem os estados emocionais das personagens e o tom dos diálogos e falas.
As rubricas devem ser usadas com parcimônia com o objetivo exclusivo de descrever, de forma sucinta, o que acontece em cena e em que tom as personagens expressam suas falas. Ao exagerar no uso de indicações, o roteirista estará invadindo o espaço criativo do diretor e do elenco.  

FIK DIK!!

*retirado da wiki


2 comentários:

LANCHONETE DO ROBERTO! disse...

Novas noticias na Lanchonete do Roberto, venha saborear!=)

Matheus Brito disse...

Para Raul!! 57 postagens por dia!!

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